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Downwind – Um guia resumido para a raia do Ceará

Favorecido pela posição geográfica e pela direção, qualidade e constância do vento o Estado do Ceará se firma como o principal destino brasileiro para os amantes do downwind.

Beira Mar de Fortaleza

O Molokabra teve a sua primeira edição em 2019, e ano após ano, vem se confirmando como o maior evento de downwind do Brasil apresentando uma condição tão perfeita que pode até ser comparada com os maiores eventos da modalidade do mundo.

O MolokaBRA Downwind 2026, considerado o maior evento de downwind do Brasil e da América Latina,terá a sua 8ª edição, realizada no Ceará entre os dias 15 e 30 de setembro de 2026, com as principais competições focadas entre os dias 18 e 27 de setembro. A prova receberá etapas do Campeonato Cearense, Brasileiro e sediará uma etapa da Copa do Mundo de Canoagem Oceânica.

Molokabra se confirmou como um dos maiores evento de DW do Brasil.

Nesta matéria apresentaremos algumas dicas sobre downwind, equipamentos de segurança e também abordaremos aspectos específicos da raia do Ceará e do MolokaBRA, a qual tenho vasta experiência e conhecimento por ter sido o pioneiro fazendo o percurso de stand up paddle desde 2009.

Onde embarcar:

Você entrando pelo molhe de pedra, reme até o final e vire em direção ao Cumbuco. Melhor entrar no final da maré seca, pois quebra menos ondas na Praia.

Para atletas experientes o melhor ponto para o embarque seria na Praia do Titanzinho, um dos principais picos de surf de Fortaleza. Embarcar neste local significa praticamente estar alinhado com a ondulação e vento, mas é preciso tomar muito cuidado na entrada do pico por ser uma das ondas mais fortes do litoral de Fortaleza, por isso é restrito aos experientes. Mesmo assim o melhor ir com alguém que já conheça o local mas se não for possível o ideal é analisar a previsão de swell, já que você terá que realizar esta travessia com a maré enchendo.

Para os menos experientes o melhor é embarcar na Praia do Mucuripe, de preferência no próprio Iate Clube de Fortaleza, um local abrigado e que é ponto de partida para as provas de remo do Molokabra.

Na baia do Mucuripe, tanto no Iate clube, como em outro ponto a entreda é tranquila

Melhor época:

A melhor época para downwind no Ceará é entre os meses de abril e outubro, período em que vento e a ondulação entram com mais força e com a direção correta. Esteja sempre atento às mudanças de tempo, pois com chuva o vento tende a dar uma parada e deixa a travessia um pouco mais difícil, apesar das chuvas ocorrerem no máximo até maio ou junho, sendo raras ou pontuais após este período. Costuma -se dizer que no Ceará o sol brilha o ano inteiro e não deixa de ser uma verdade.

Nesta época do ano o vento entra forte do quadrante leste/sudeste e a ondulação segue a mesma direção, o que favorece realizar downwinds. É quase impossível não encontrar uma condição clássica em que a diversão e a adrenalina são garantidas.

A organização do Molokabra programou a edição 2026 para o mês setembro em datas alinhadas com fases da lua que potencializam mais ainda a formação de bumps oceânicos, ideais para o dowmiwnd.

Melhor direcao de vento: Leste/Sudeste

Melhor direcao de ondulacao: Leste/sudeste

Vai remar no Molokabra? Baixe o arquivo abaixo, e saiba como vai estar a maré nos dias do evento.

O que levar:

O uso do GPS é imprescindível para esta travessia. Se possível marque um ponto usando o Google Maps para melhorar a sua navegação, pois além de ficar mais fácil você poderá ver a rota que esta seguindo e a quilometragem feita.

É essencial sempre avisar alguém em terra o horário da saída e o horário estimado da chegada, para que você tenha um parâmetro de tempo de sua remada. Levar o aparelho em travessias deste nível se faz muito necessário devido a algum problema que possa vir a ter no caminho.

O Molokabra conta um criterioso sistema de monitoramento do atleta através do compartilhamento de localização e o uso de aplicativo de localização. A central de monitoramento é interligada aos barcos de apoio e com bases em terra e também tem o acompanhamento da Capitania dos Portos do Ceará.

Prancha ideal e acessórios:

  • Se for usar uma prancha com sistema de leme analise e teste bem os cabos para que você não tenha uma surpresa no meio do percurso.

-Se você vai realizar a travessia com prancha de sistema de quilha fixa, seguem algumas dicas:

Ace umas das melhores pranchas de DW com quilha fixa do mundo

• Qualquer prancha pode ser usada para o downwind, mas existem as que são apropriadas para prática. Nestas pranchas as principais características são: mais volume no bico da prancha com uma curva de rocker bem acentuada (curva de fundo da prancha)e um volume extra nas bordas. Algumas destas pranchas tem a rabeta round pin, que são pontudas, outras um pouco mais quadradas (squash).

Se você reparar, pode ver a rabeta subindo e aquilha dentro da água dando o direcionamento.

• A melhor quilha para se usar é uma que tenha a angulação mais reta e que tenha um comprimento maior pois, quando a prancha está no downwind sua rabeta tende a subir devido aos solavancos das ondas e também pelo surf mesmo. Se você tiver com uma quilha pequena sua prancha perde o ‘drive’ e você fica sem direção

Nos últimos dois anos, a Futures tem se concentrado na criação de um conjunto de quilhas de elite para o DW. Com a ajuda do campeão mundial , Connor Baxter, eles desenvolveram o modelo HI Downwind. A quilha tem um design vertical que dá muito direcionamento e deixa a prancha com um drive nem legal.

• Em relação a leash (cordinha), considero que o espiral ainda é o melhor equipamento, pois além de não ter arrasto na água, lhe da condição de caminhar sobre a prancha durante o downwind.

O leash espiral é o melhor para ser usado nesta condição. Tem alguns modelos com regulagem para que você possa ficar mais solto na prancha.

O uso de leash nesta condição é imprescindível, de preferência dois, e em ótimo estado.

Cair da prancha sem leash é muito arriscado pois rapidamente o equipamento é levado e você ficará à deriva.

  • O uso de colete salva-vidas não se faz obrigatório, mas é um dispositivo de segurança muito útil em caso de ficar sem a prancha. No Molokabra o uso é obrigatório então sugere-se o uso de um colete aprovado e que não atrapalhe a remada. O ideal é que na fase de treinamentos e preparação já se utilize o mesmo colete que se vai usar na competição.

Hidratação:

Levar hidratação para pelo menos 4 horas de remada, gel de reposição, frutas secas, castanhas e tudo que tenha absorção rápida e possa ser consumido sem perder muito tempo. Não mude sua rotina se hidratação e nem inove nessa escolha pois o ideal é aquilo que o seu organismo esta habituado.

Consulta com um médico nutrólogo ou um nutricionista é uma boa sugestão.

Canoa ideal:

Aqui estão as melhores opções de canoas que selecionamos para você. Essas canoas foram escolhidas com base em qualidade, desempenho e feedback de usuários. No entanto, é importante lembrar que a escolha da canoa ideal pode variar de acordo com as preferências de cada um. Sinta-se à vontade para explorar e encontrar a que mais combina com seu estilo e necessidades!

EVOLUTION

Huracan: uma canoa mais volumosa com um pouco mais de rocker , ideal para remadores mais pesados e para remadores que gostam de seguir uma linha mais contínua no Downwind
Sagres : uma canoa mais versátil, com mais volume que a Fênix, e menos volume que a Huracan , para remadores que também curtem uma linha de Downwind mais contínua
Fênix : a canoa com menos volume, ideal para remadores até 80 kg , sendo uma canoa de rápida resposta na retomada para as ondas, e grande manobrabilidade para as conexões

OZONE OUTRIGGER

A Cantare permite que remadoras entrem mais facilmente nos bumps, conectem ondas pequenas, médias e grandes com menos esforço e aproveitem melhor o percurso.

Confira o depoimento do remador e distribuidor da marca no Brasil, Antonio Gonzaga em ação com sua Volare em águas cearenses

Uma das principais coisas que aprendi ao longo dos anos trabalhando com a Ozone é algo que já me diziam antes mesmo de eu começar a importar a marca: as características dos diferentes modelos se sobrepõem muito mais do que as pessoas imaginam. Existem grandes áreas de interseção entre eles. Um barco pode ter sido concebido com foco em downwind, mas continua funcionando muito bem em água plana, mar agitado e até em condições de contravento. O mesmo vale para praticamente todos os modelos da linha. Cada um tem sua personalidade, mas nenhum deles fica restrito a uma única condição. Se eu tivesse que escolher os melhores modelos para downwind masculino, hoje apontaria dois: Volare, da Pueo Kai Designs, e Ares, da Kai Wa’a. Ambos possuem excelente volume, deslizam muito bem nas ondulações e oferecem uma combinação difícil de superar entre velocidade, estabilidade e controle. São canoas que permanecem com facilidade na parede da onda, ajudam o remador a encontrar as melhores linhas para conectar um bump ao outro e mantêm uma ótima velocidade de cruzeiro com muito conforto. Talvez o maior mérito desses dois modelos seja a confiança que transmitem. Quando o vento aumenta e o mar fica realmente exigente, você quer estar em uma canoa previsível, estável e estruturalmente confiável. Isso faz toda a diferença quando se está muitos quilômetros da costa. Para as mulheres, minha escolha é bastante clara: Cantare. Por ser uma canoa menor, mais leve e com um pouco menos de volume, ela exige menos potência para acelerar. Como o downwind é formado por uma sequência de pequenos sprints para entrar nas ondulações, essa característica faz muita diferença. A Cantare permite que remadoras entrem mais facilmente nos bumps, conectem ondas pequenas, médias e grandes com menos esforço e aproveitem melhor o percurso. A principal diferença entre a Cantare e modelos como a Ares e a Volare aparece justamente quando falamos de remadores maiores. Homens mais pesados normalmente sentem falta de um pouco mais de volume, e também de uma velocidade de casco superior. Em velocidades mais altas — aquelas necessárias para conectar bumps maiores — o comprimento e o volume extras da Ares e da Volare fazem diferença. Já para a maioria das mulheres, essa limitação praticamente não aparece. Em compensação, elas ganham uma canoa extremamente leve, ágil, confortável e muito divertida de remar. Isso não significa que os demais modelos não funcionem muito bem em downwind. Muito pelo contrário. A Draco, por exemplo, nasceu pensando principalmente nas águas planas dos rios e lagos europeus. Ainda assim, basta levá-la para a Molokabra para perceber que ela faz downwind com enorme competência e proporciona muita diversão. A Vela, um projeto mais recente da Kai Wa’a, segue a mesma filosofia versátil. É um barco pensado para praticamente todas as condições. Na minha opinião, representa um excelente equilíbrio entre a Draco — com sua proa mais baixa e penetrante — e a Ares, claramente voltada ao downwind. O resultado é uma canoa extremamente completa. No fim das contas, percebo que a escolha do barco também passa muito pela identificação que cada remador cria com determinado designer ou marca. É quase como torcida de futebol. Há quem seja apaixonado pelos projetos da Kai Wa’a e não abra mão de remar de Ares ou Vela. Outros preferem a filosofia de design do Johnny Puakea e escolhem a Volare, a Cantare e, agora, aguardam com expectativa a chegada da Sentinel, lançamento que em breve também estará disponível no Brasil. No final, a mensagem mais importante é outra. Todos esses modelos da Ozone funcionam muito bem nas condições do Ceará e da Molokabra. Da mesma forma, diversos barcos brasileiros muito bem construídos também entregam excelente desempenho. O mais importante não é exatamente qual canoa está embaixo de você. O importante é estar na Molokabra, aproveitando um dos melhores downwinds do planeta e compartilhando essa experiência com centenas de outros apaixonados pela modalidade.

IMUA BRASIL

OC2 Nalu Synergy* Peso montada: 12.5kg Fabricação 100% Carbono Prepeg Finalização em Auto Clave A Synergy é uma OC2 de velocidade e alto desempenho, mas ainda assim confortável para uso recreativo. Foi projetada com os cockpits mais próximos para uma sensação de como se estivesse remando em uma OC1, seja no liso, surf ou downwind. A ama tem diferentes opções de encaixe para que encontre o ideal para cada dupla e condição. A Nalu Synergy é uma canoa extremamente divertida, prometendo momentos emocionantes de remo, quer você esteja competindo ou em lazer.
Esteja você navegando em condições desafiadoras no Downwind ou saboreando a emoção de surfar nas ondas do mar, a Nalu SHAKA foi projetada para elevar sua performance. 

Confira o depoimento do atleta Maurício Oliveira sobre o modelo Shaka:

Depois de algumas semanas remando na SHAKA, já consigo compartilhar minhas primeiras impressões. O que mais me chamou a atenção logo nos primeiros treinos foi a qualidade da construção. A utilização do carbono prepreg faz muita diferença. A canoa transmite uma sensação de extrema rigidez estrutural, ou seja, praticamente toda a força aplicada na remada é convertida em propulsão, sem aquela sensação de perda de energia causada por flexões do casco. Outro ponto que impressiona é a leveza. Desde o momento de colocar a canoa na água até a navegação, tudo fica mais fácil. É um detalhe que faz diferença tanto para quem treina diariamente quanto para quem compete em alto nível. Na água, a SHAKA passa muita confiança. Além de ser estável, responde muito bem aos comandos e acelera com facilidade. Nos downwinds, ela conecta as ondulações de forma muito natural, permitindo manter velocidade com menos esforço e aproveitar melhor cada oportunidade que o mar oferece. Também vale destacar o nível de acabamento. Cada detalhe mostra o cuidado na fabricação. Não é apenas uma canoa bonita visualmente, mas um equipamento desenvolvido pensando em desempenho, durabilidade e eficiência. Como atleta, sou bastante criterioso com o material que utilizo. Antes de formar qualquer opinião, gosto de passar muitas horas na água, testar em diferentes condições e entender o comportamento da embarcação. Até agora, a SHAKA tem superado minhas expectativas e mostrado que reúne características que considero fundamentais: leveza, rigidez, excelente acabamento e uma navegação extremamente prazerosa. Ainda tenho muitos quilômetros pela frente com ela, mas posso dizer que estou muito satisfeito com essa escolha e ansioso para descobrir todo o potencial que essa canoa ainda tem para mostrar.

Dicas de Surf Ski

NORDIC KAYAKS

Projetados para desempenho de elite e velocidade, os SurfSkis da Nordic Kayaks oferecem designs excepcionais, construídos para atletas de ponta. A Nordic Kayaks (NK) é uma empresa sueca dedicada ao desenvolvimento, fabricação e comercialização de surfskis de última geração, com o objetivo de fabricar Kayaks que fazem o atleta se sentir como se estivesse voando sobre a água e cortando as ondas, tornando sua experiência de remada incrível. Os surfskis NK são fabricados com a técnica de pré-impregnação e autoclave, um processo frequentemente usado na indústria espacial e em carros de Fórmula 1.

NORDIC KAYAKS

A alta pressão (até 4 vezes a pressão atmosférica) e o calor da autoclave, juntamente com as fibras de carbono pré-impregnadas, proporcionam uma laminação incomparável, criando uma construção super leve e resistente, incomparável com outras técnicas normalmente usadas como infusão a vácuo ou outros processos de laminação manual. Isso é complementado pelo conhecimento de atletas de sucesso, como o campeão mundial da modalidade, Gordan Harbrecht, que influencia diretamente o design e a construção dos surfskis NK. Um pouco de história. A NK foi fundada em 2006 na costa leste da Suécia, por Fredrik Lindström e Peter Bringby. Desapontados com os caiaques multiesportivos disponíveis no mercado na época, eles decidiram projetar e moldar seu próprio produto, baseado em sua vasta experiência com todos os tipos de caiaques de alta velocidade desde meados da década de 90, desde K1s olímpicos a caiaques multiesportivos e surfskis. O resultado foi o Rocket – um barco de corrida puro que ultrapassou os limites. Ao mesmo tempo, o Rocket apontou um caminho para aprimorar a eficiência dos futuros formatos de casco e melhorar a interação entre o futuro surfski da NK e um remador com grande velocidade e agilidade. Para alcançar esse potencial e aproveitar ao máximo o conhecimento e a experiência adquiridos durante os primeiros anos, uma equipe de especialistas em hidrodinâmica, engenheiros de CAD, designers gráficos e remadores de elite foi formada para definir as especificações básicas para uma cooperação de longo prazo no desenvolvimento de uma nova linha de surfskis muito rápidos e eficientes. Atualmente, a NK se destaca pela qualidade e pelo shape de SurfSkis como o Squall, Rapido, Storm e o Nitro, produzidos especialmente para atingir o máximo de velocidade em condições desafiadoras.

Confira as dicas do experiente remador de surfski Igor Cruz:

Igor em ação no Molokabra

O Surfski tem uma variedade enorme de modelos e marcas para praticantes com diversidade de peso, habilidade e tamanho. A Epic, Nelo e Nordic são as marcas importadas mais utilizadas aqui no Brasil A Opium e Evolution também tem caiaques bons para competições de Downwind chegando a conquistar pódios na última edição. Mas ainda não são maioria no Molokabra como ocorre com as canoas nacionais. A Epic tem um sistema bem prático de identificação dos modelos. Sendo o V5 o de maior largura e o V14 de menor largura. Sendo o V9 e V10 como queridinhos da galera e o V11 e V12, os procurados por quem já domina esses foguetes. A NK também tem vários modelos, sendo o Squall 580 de entrada mais utilizado e os Nitro 600 e 640 os mais velozes. A Nelo vem combos modelos 520 , 540 e 550 como os de entrada e o 560 e 600/620 como os de alto rendimento. Para quem já domina o Surfski mas não costuma remar com vento e ondulação forte, é aconselhável alugar um barco mais estável para que consiga aplicar a técnica de remada sem perder equilíbrio.

Toques adicionais do editor:

Alex Araújo o precursor do DW no Ceará

Se por acaso você não tiver um carro de suporte e apoio, contrate um taxista e combine um horário e o valor para lhe buscar no pico de chegada. Em Fortaleza há várias escolas e serviços particulares que disponibilizam aluguel de carretas para trazer o seu equipamento de volta. Se tiver algum amigo com 4×4 para lhe fazer o resgate fica mais fácil, além de não precisar andar com os equipamentos por muito tempo depois de uma remada tão longa.

No Molokabra também é possível contratar este serviço. Quem tem o seu equipamento transportando por empresas especializadas este serviço já está incluso.

Sempre tenha muito cuidado na aproximação da costa, pois picos como Iparana e Barra do Ceará, tem algumas bancadas de pedras expostas. Conhecer a carta náutica é essencial.

Lembre sempre de consultar o sistema de previsão de ondas, vento e tábua de marés e de preferência faça esta travessia com a maré enchendo pois qualquer problema você terá o mar lhe ajudando a chegar à costa. Isso faz uma grande diferença.

Para os novatos não aconselho sair tanto da costa, melhor ir se ambientando e pegando mais confiança. No Molokabra a organização além de colocar embarcaçōes de segurança, também disponibilizam um treino oficial como obrigatório aos estreantes. Sugiro que o atleta chegue mais cedo ao Ceará para se acostumar à condição de downwind.

Dos 570 km de costa cearense eu já pude percorrer 400km remando, sempre analisando todas as condições para a prática do downwind. O litoral cearense tem o melhor potencial para a prática de downwind do Brasil, porém o mar é grosso, então não se aventure a fazer travessias sem ter uma pessoa habilitada para lhe acompanhar.

Não fez sua inscrição, corre lá que ainda dá tempo, clique aqui!!

Alex Araujo
Alex Araujo
Alex Araújo é um dos pioneiros em criação de conteúdos esportivos na internet. Atua neste mercado desde 1996 como editor de renomados sites como CAMERASURF, SURF-REPORTER e nas revistas PARAFINA MAG e SUP MAG, e já colaborou com artigos nas Revistas Fluir, Inside,Hardcore e no Jornal Drop.
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